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5 de março de 2018 às 18:53:22

Comércio: Estância registra sua maior taxa de demissão formal em quase nove anos

Mesmo com uma folha de quase 6 milhões de reais mês não tem sido suficiente para a geração de novas oportunidades profissionais.


Comércio: Estância registra sua maior taxa de demissão formal em quase nove anos
O Comércio de Estância não teve muito o que comemorar no ano de 2017 em relação ao número de geração de empregos para a população.

Nacionalmente, enquanto o Brasil começou a da os primeiros sinais de melhoria na taxa de emprego, a cidade de Estância piorou seu indicador de admissão, onde no ano de 2017, primeiro ano de mandato do novo Prefeito - Gilson Andrade - PTC, o comércio local amargou o maior percentual de 54,23% de desligamentos, foram cerca de 506 pessoas demitidas formalmente.

Já em 2013, primeiro ano de mandato da Gestão do ex-prefeito Carlos Magno, PSB, o percentual de desligamentos foi de 48,38%. Enquanto foram admitidas cerca de 703 em 2013, com a gestão de Gilson Andrade apenas foram criados novos 427 postos de trabalho.

Em 2009, primeiro ano de mandado do ex-prefeito Ivan Leite, PRB, o percentual foi o menor de todos e era de apenas 45,97%. Foi a gestão que manteve um maior equilíbrio de número de admissão e desligamentos, uma época considerada a maior em estabilidade no comércio.

O fechamento de postos de trabalhos é consequência da queda de desempenho no comércio, que no ano de 2017 não recebeu nenhum projeto ou programa de governo eficiente para incentivar as vendas locais, aponta a CDL de Estância.

É importante lembrar, que no plano de governo do candidato a época Gilson Andrade, PTC, continha as seguintes propostas relacionadas a geração de emprego: Criar políticas específicas para ampliar e qualificar a inserção de jovens de comunidade de baixa renda no mercado de trabalho; estimular a abertura e expansão de pequenos negócios; buscar incansavelmente trazer indústrias para a nossa cidade. Ano passado (2017) uma importante indústria que injetou milhões de reais para sua construção acabou fechou suas portas deixando dezenas pais e mães desempregados (IVN).
Em relação a juventude, nenhum programa foi anunciado em 2017 focado na geração direta de emprego, e no aspecto de expansão de pequenos negócios, também não fora criado nenhum programa para estimular a criação de novos empreendimentos locais ou o fortalecimento do comércio existente, fato que nem no programa de governo existia itens diretos relacionados ao comércio.

Em uma entrevista exclusiva, nós conservamos com o atual presidente da CDL de Estância, Valdemir Oliveira, para confrontar os dados e falar sobre a atual situação do comércio local. E para o dirigente da entidade, a falta de um programa específico para a geração de emprego e renda e o fortalecimento do comércio ainda passa muito longe das expectativas. Segundo Valdemir, ainda, durante a campanha eleitoral de 2016, o então candidato a prefeito na época, Gilson Andrade, comprometeu-se, segundo o presidente, com a CDL (Câmara de Dirigentes e Lojistas de Estância), que caso fosse eleito prefeito a pasta responsável pela Indústria e Comércio de seu governo seria atribuída a uma pessoa indicada pela CDL, que demonstra competência e conhecimento estratégico do comércio na cidade.
No entanto, segundo Valdemir Oliveira, depois de eleito, até hoje o prefeito Gilson Andrade não cumpriu com compromisso firmado com a CDL, e externamente, o atual nome que responde pela hoje Secretária de Indústria, Comércio e Agricultura – Carlos Blinoffi – não tem correspondido as expectativas do comércio local, prova disso são as taxas de desligamentos citadas acima em 2017.

Todo esse cenário demonstra de forma concretar que o atual governo municipal não tem um planejamento de pequeno, médio e longo prazo para melhorar o comércio local da cidade, finalizou Valdemir.

Todavia, quem sofre com a já considerada maior taxa de desligamentos formais dos últimos nove anos é a população estanciana e com o já considerado desempenho baixo do comércio a tendência é aumentar o desemprego em 2018 caso nenhum programa específico para a geração de novos postos de trabalho seja criado.

Para confrontar os dados e buscar mais esclarecimentos a cerca dos programas do governo municipal para fortalecimento do comércio e a criação de novos postos de trabalho, procuramos o Chefe do Executivo Municipal, Gilson Andrade, que recebeu a nossa equipe de reportagem em seu gabinete na última sexta-feira, 02, no Paço Municipal. De cara, quando questionado sobre a alta taxa de desligamentos formais no comércio, GA demonstrou-se surpreso e disse não ter conhecimento das mesmas.

Quando pela nossa equipe questionado sobre quais as estratégias o seu governo para fortalecer o comércio local, GA destacou “ Nós estamos trabalhando bastante para alavancar o comércio com o pagamento em dia dos Servidores Municipais ”. Ainda segundo o gestor, essa medida não é suficiente para a criação de novos postos de trabalho, mas, estimula de forma direta e indireta o comércio local.

Sobre os programas específicos do governo o gestor afirmou que a sua gestão tem trabalhado para capacitar os estancianos que desejem se tornar micro – empreendedores. E assim, cita a realização de três seminários na área de turismo e a realização de importantes eventos como “ Carnaval, São João e Réveillon ”, que segundo GA, são eventos que ajudam no aquecimento do comércio. Porém, uma informação preocupante pode não trazer boas notícias no futuro, pois a instalação de novas indústrias em Estância (mesmo com as boas condições dadas pelo governo municipal) ainda depende do aquecimento da economia nacional.

Sobre o suposto compromisso com a Câmara de Dirigentes e Lojistas de Estância, o gestor disse – “ Não estou sabendo disso. Se alguém falou em meu nome, eu nunca assumir compromisso nenhum de indicar secretário através de qualquer entidade. Comigo não houve esse acerto, comigo não houve esse compromisso em momento algum, inclusive, tenho recebido aqui o CDL há uns dois meses atrás e que não demonstrou sua insatisfação por não ter indicado qualquer secretário. Mesmo porquê não houve nenhum acerto, nenhum compromisso em ter que indicar algum secretário através do CDL ”.
Já sobre as estratégias diretas para a geração de novos postos de trabalho o gestor afirma. “ Trabalhar. A gente tem que trabalhar cotidianamente e é isso que eu tenho feito e esse trabalho tem feito com que o município cresça, se desenvolva, e agora esse semestre teremos algumas obras iniciadas e com toda a mão de obra local ". GA finalizou afirmando desconhecer qualquer tipo de insatisfação de empresários locais com o atual nome da Secretária de Indústria e Comércio.
Redação Factual 1 - Os dados contidos nesta matéria foram extraídos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados - CAGED.


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