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No Sul de Sergipe, desponta uma figura pública que parece ter sido moldada sob medida para um remake contemporâneo da Escolinha do Professor Raimundo. Seu nome dispensa apresentações, e não por discrição, mas porque ele próprio o repete o suficiente para ecoar em qualquer esquina do município. A impressão que passa é a de um político que domina o vocabulário, mas não o conteúdo; que abraça palavras rebuscadas enquanto entrega ideias esvaziadas.
Seu estilo lembra, inevitavelmente, o clássico Rolando Lero: discursos longos, floreados, embalados por frases de efeito que soam grandiosas, porém nada acrescentam. A cada questionamento objetivo, a cena se repete: sorriso ensaiado, ajuste no paletó e um “Captei! Captei a vossa mensagem!”, fórmula pronta para, logo em seguida, fugir habilmente de qualquer resposta concreta.
Quando o assunto é delicado, o espetáculo se intensifica. O político transforma perguntas simples em verdadeiros monólogos dramatizados, repletos de gestos calculados, pausas milimétricas e promessas tão leves e gasosas que evaporam antes mesmo de chegar ao fim da frase. Segurança, verdade e clareza não compõem o repertório; em vez disso, o público recebe uma performance digna de auditório, com brilho, maquiagem e truques típicos de um ilusionista de Las Vegas, daqueles que encantam pela apresentação, mas jamais revelam o segredo.
Críticas, por sua vez, funcionam como kryptonita. Ao menor sinal de cobrança, o protagonista derrete emocionalmente, esquiva-se como pode e inicia a clássica dança da responsabilização terceirizada. Para ele, qualquer justificativa serve: o assessor, o servidor, o clima, o trânsito, a conjuntura, o alinhamento dos planetas. O essencial é evitar reconhecer falhas, afinal, no grande teatro político que encena, humildade não parece constar no roteiro.
E assim ele segue: prometendo muito, entregando pouco e performando sempre. Aparentemente no controle do enredo, mas deixando rastros que revelam outra realidade para quem presta atenção: por trás do vocabulário empolado e do marketing incansável, há apenas um Rolando Lero esforçando-se para transformar enrolação em política pública.
O espetáculo continua. E o protagonista segue on.
#RolandoLeroTaON.
redação FACTUAL1