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8 de dezembro de 2025 às 10:49:24

O Rolando Lero do Sul Sergipano

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O Rolando Lero do Sul Sergipano
No Sul de Sergipe, desponta uma figura pública que parece ter sido moldada sob medida para um remake contemporâneo da Escolinha do Professor Raimundo. Seu nome dispensa apresentações, e não por discrição, mas porque ele próprio o repete o suficiente para ecoar em qualquer esquina do município. A impressão que passa é a de um político que domina o vocabulário, mas não o conteúdo; que abraça palavras rebuscadas enquanto entrega ideias esvaziadas. Seu estilo lembra, inevitavelmente, o clássico Rolando Lero: discursos longos, floreados, embalados por frases de efeito que soam grandiosas, porém nada acrescentam. A cada questionamento objetivo, a cena se repete: sorriso ensaiado, ajuste no paletó e um “Captei! Captei a vossa mensagem!”, fórmula pronta para, logo em seguida, fugir habilmente de qualquer resposta concreta. Quando o assunto é delicado, o espetáculo se intensifica. O político transforma perguntas simples em verdadeiros monólogos dramatizados, repletos de gestos calculados, pausas milimétricas e promessas tão leves e gasosas que evaporam antes mesmo de chegar ao fim da frase. Segurança, verdade e clareza não compõem o repertório; em vez disso, o público recebe uma performance digna de auditório, com brilho, maquiagem e truques típicos de um ilusionista de Las Vegas, daqueles que encantam pela apresentação, mas jamais revelam o segredo. Críticas, por sua vez, funcionam como kryptonita. Ao menor sinal de cobrança, o protagonista derrete emocionalmente, esquiva-se como pode e inicia a clássica dança da responsabilização terceirizada. Para ele, qualquer justificativa serve: o assessor, o servidor, o clima, o trânsito, a conjuntura, o alinhamento dos planetas. O essencial é evitar reconhecer falhas, afinal, no grande teatro político que encena, humildade não parece constar no roteiro. E assim ele segue: prometendo muito, entregando pouco e performando sempre. Aparentemente no controle do enredo, mas deixando rastros que revelam outra realidade para quem presta atenção: por trás do vocabulário empolado e do marketing incansável, há apenas um Rolando Lero esforçando-se para transformar enrolação em política pública. O espetáculo continua. E o protagonista segue on. #RolandoLeroTaON.


redação FACTUAL1