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24 de julho de 2017 às 12:56:49

Análise comportamental para alta performance: visão estratégica

Garanta a alta performance de sua equipe conhecendo o DISC


Análise comportamental para alta performance: visão estratégica
O relacionamento entre as pessoas torna-se um fator decisivo para que membros, colaboradores da empresa possam garantir uma maior produtividade para empresa, a fim de maximizar os resultados.

Não é difícil encontrar líderes, gestores, empresários queixando-se que tem um excelente corpo técnico, no entanto a equipe não consegue desenvolver, entre eles uma boa comunicação. A tão desejada sincronia vira um pesadelo, onde constantemente é necessário resolver conflitos pessoais. Enquanto isto, os resultados se distanciam do desejo e a empresa começa a entrar no ciclo de baixa produtividade e quando tem resultados o esforço é o mesmo de carregar dez elefantes sobre as costas.

Segundo uma pesquisa realizada pela Universidade de Stanford o motivo de 15% das pessoas conseguirem se manter no emprego estão ligados a capacidade técnica, já os 85% estão conectados diretamente a habilidade comportamental. Entretanto, as empresas continuam a desenvolver seus membros em aspectos somente técnicos, sem nenhuma preocupação com as habilidades comportamentais, mesmo tendo evidências de baixa produtividade da equipe.

A escolha, montagem da equipe e treinamentos são baseados especificamente em aspectos técnicos. Todos são bons o suficiente para trabalharem sozinhos, mas quando necessitam do engajamento para garantir melhor velocidade e entrega de seus serviços internos a empresa, acabam elevando seus desejos acima do planejamento estratégico da empresa.

Na verdade, não é que eles não estão querendo dá o seu máximo. Todos querem dá o seu máximo, no entanto cada um do seu jeito, sem o mínimo conhecimento comportamental, ou respeito ao perfil comportamental do outro, nem mesmo tem um autoconhecimento de seus pontos fortes e fracos a fim de melhorem sua produtividade.

Cada ser humano possui sua forma de agir diante de situações adversas, que vão além do entendimento técnico, mas que necessitam de um autoconhecimento de seu perfil para garantir um bom desempenho em seu dia-a-dia.

Para fortalecer esse aspecto, em 1928, William Moulton Marston escreveu o livro “As emoções das pessoas normais”. Martston definiu a base conceitual das tendências comportamentais dos seres humanos, o que futuramente garantiu o desenvolvimento de umas das mais utilizadas ferramentas de análise de perfil comportamental do mundo para a seleção e desenvolvimento de pessoas, o famoso DISC (dominance, influence, submission and compliance).

Marston definiu os padrões comportamentais humanos da dominância, influência, estabilidade e conformidade a fim de termos um autoconhecimento da forma como agimos em nosso ambiente de trabalho ou em nossos lares.

O que pode pairar na dúvida dos funcionários, líderes e gestores de empresa é como o DISC pode garantir melhores resultados? produtividade da minha equipe? Qual garantia métrica temos do seu sucesso?

A respostas para essas perguntas encontra-se na própria natureza humana. Nós seres humanos não somos uma tábua rasa, um computador dispostos a receber qualquer tipo de instrução e executar. Em uma indústria, você pode até defender a tese de que na linha de produção a pessoa não precisa pensar, basta só executar, mas até mesmo para executar um bom trabalho, acatar ordens as pessoas necessitam de uma boa comunicação, de um ambiente de trabalho que conecte seu perfil a atingir seu melhor desempenho.

Pensemos, imagine uma empresa que precise melhorar a produtividade da equipe administrativa. O problema atual é que as pessoas não conseguem entregar documentos formatos com precisão, as caixas de e-mails andam cheias e você não respondem as solicitações , propostas para clientes vão e voltam devido a pequenos erros; uma chuva de meteoros desgovernados.

No primeiro momento, você que é um gerente e com orçamento garantido para treinamento da equipe contratar uma empresa para melhorar a formatação de documentos, garantir que todos responsam e-mails e que não errem mais na elaboração de proposta.

Depois de treinados, você percebe que a comunicação ainda está deficiente. As propostas voltam porque a equipe não consegue se relacionar. Um colaborador solicita algo a outra pessoa e a pessoa não responde o e-mail. Essa pessoa, diz que não entendeu e por isso não retornou. Isso é a realidade na maioria das empresas, a realidade profunda é que no final todo mundo faz de conta que esta fazendo bem o seu serviço.

Agora, vamos criar alternativas. Você é um gerente, pessoa 1 (Perfil dominante), que deseja as coisas o mais rápido possível (quem não deseja isso), enérgico, decisivo, seguro de si – “pede a proposta para ontem”. A pessoa que você pediu, pessoa 2 (Cauteloso), é aquele ser preciso, cauteloso, analítico. Sem dúvida, ele é bom no que faz, mas no final do dia a proposta não esta pronta. O funcionário informar que precisa analisar melhor os custos e retorno financeiro do projeto para verificar a viabilidade.

Já sabemos, o retorno caótico desse cenário. O funcionário é incompetente, é lerdo. Não tem compromisso com a empresa. A fúria esta solta, os julgamentos são imediatos, o medo de perder o cliente deixa você esverdeado, o Hulk está na área. E agora, o que vou falar ao cliente?

Vamos supor, que você lembre que tem uma pessoa “boa de conversa”. Um funcionário (pessoa 3) com habilidades de persuadir até mesmo o senhor Hades. A pessoa 3 liga para o cliente e de uma forma cordial, receptiva, agradável, estimulante convence o cliente que a proposta estará em seu e-mail no dia seguinte. A persuasão é tão precisa, que a pessoa 3, convenceu o cliente de visitar a empresa no outro.

Durante a visita um outro colaborador (pessoa 4) observou, ouviu que o cliente estava interessando em expandir seus serviços para outro país. Seu funcionário lembrou, que em seu portfólio havia consultoria em serviços de como ajudar as empresas a expandir seus produtos para outros países. De uma forma paciente, empática lembrou você do produto.
Agora, mais maduro, no intervalo para o almoço, você juntou os envolvidos. Com dados prontos no portfólio a pessoa 2 mostrou o valor do serviço e ganhos com precisão, a pessoa 4 cooperou e deixou claro para todos o funcionamento do serviço e a pessoa 2 (influente) ficou responsável pela venda do serviço depois do almoço. Venda garantida, cliente feliz, você feliz.

Percebam no cenário, o quanto estamos diante de pessoas com perfis diferentes. No primeiro momento, o gestor não soube usar os recursos humanos a sua disposição, mas no segundo ponto devido a sua habilidade em conhecer o perfil de cada pessoa pode sincronizar a equipe e obter sua alta performance.

Marston está possibilitando a habilidade de termos conhecimentos uns dos outros, afim de obtermos a análise comportamental de nossa equipe com o intuito de atingir o sucesso da empresa e de todos, pois no final todos queremos vencer, mas todos temos nossa forma de contribuir.
Para os gestores é uma forma de engajar melhor os membros. Garantir que as pessoas estejam no lugar certo e na hora certa, usar o ponto forte de cada pessoa, orientado a resultados.
Lembrar, que não devemos confundir o DISC como competências. Todos nós temos a tendência a um fator, mas todos possuímos traços das quatros dimensões e podemos aguçar uma ou outra de acordo com nossa capacidade pessoal de autodesenvolvimento, autoconhecimento.
Percebem no cenário, o quanto estamos diante de pessoas com perfis diferentes. No primeiro momento, o gestor não soube usar os recursos humanos a sua disposição, mas no segundo ponto devido a sua habilidade em conhecer o perfil de cada pessoa pode sincronizar a equipe e obter sua alta performance.
Sua próxima ação é garantir, que os seus líderes de áreas de negócios, agentes de vendas, supervisores tenham o autoconhecimento de seu perfil e mapa de analise comportamental de sua equipe. Nossa parte, é em outro momento detalhar como aproveitar os pontos fortes de cada perfil para atingir bons resultados.


Autor

  • Reginaldo Reis de Santana. Coach Executive Internacional., Analista DISC, Analista ASSESS, Life Coaching Certificado Internacional. Docente em Tecnologia da Informação - SENAI - Departamento Regional de Sergipe. Ministrou aula como Professor Substituto no Instituto Federal de Sergipe no Curso de Sistema de Informação. Presta consultoria em Analista de sistemas - MRC SOLUÇÕES EM TI E DESEN. DE SISTEMAS. Trabalhou como TUTOR de Curso de Graduação em Licenciatura em Informática pela Universidade. GRADUAÇÃO EM GESTÃO E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO pela Universidade Tiradentes (2008). PÓS-GRADUANDO em Engenharia de Software pela Faculdade Estácio de Rio de Janeiro. ESPECIALISTA (Pós-graduado) em REDES DE COMPUTADORES pela Faculdade de Administração de Negócios de Sergipe - Fanese. CERTIFICADO pela Microsoft nos exames 70-290 (Windows Server 2003) e 70-642 (Windows Server 2008). Graduado em Programa Especial de Formação Pedagógica para Formadores de Educação Profissional pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul). Aperfeiçoamento em CCNA 1 - Cisco. Avaliador responsável pelo treinamento da Campeã Nacional da Olimpíadas do Conhecimento SENAI 2014 (Soluções de Software em .NET), realizado em Belo Horizonte (etapa classificatória para a Worldskills). Avaliador responsável pelo treinamento da Campeão Nacional da Olimpíadas do Conhecimento SENAI 2016 (Soluções de Software em .NET), realizado em Rio Branco, Acre (etapa classificatória para a Worldskills). Formação de nível técnico em Programação de Sistema pelo Instituo Federal de Sergipe.

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